O blog do GEFuT passará por mudanças e atualizações nas próximas semanas com o objetivo de disponibilizar melhor as informações sobre o grupo, os trabalhos, os integrantes e o mundo do futebol e suas torcidas, de forma geral. A demora se justifica pelo envolvimento do grupo no CONBRACE – Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte – durante a semana de 20 a 25 de setembro. Aguardem!
Em breve novas informações
21 09 2009Comentários : Comentários desativados
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Correção no levantamento
9 09 2009Viemos hoje nos retratar com o prof. Dr. Antonio Guilherme Schmitz Filho da Universidade Federal de Santa Maria, sobre um erro cometido no nosso trabalho de levantamento da produção sobre o futebol. Fomos informados pelo próprio autor do erro constante no material. Todavia não é possível fazer a alteração nos CD-Roms que já foram distribuídos e no material disponibilizado pela web. Portanto postamos aqui as devidas correções.
No levantamento, onde lê-se:
SCHMITZ FILHO, A. G. Futebol, o jogo possível: uma análise das matérias jornalísticas esportivas referentes à Copa do Mundo de 1998. 1999. 160 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação)-Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,1999.
Tema:Outros Temas.
Área do conhecimento: Comunicação.
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Região: Sudeste.
Resumo: “Observando as várias apreciações e análises realizadas pelo jornalismo esportivo, referentes a jogadores e técnicos de futebol, notou-se um procedimento diferenciado em relação às críticas que os mesmo sofriam. Na maioria das vezes, técnicos e jogadores recebiam uma denominação que intencionou interpretar o seu comportamento técnico-tático. Sendo assim, a investigação concentra seu principal enfoque na apresentação das principais críticas jornalísticas feitas a jogadores e técnico daseleção brasileira durante a Copa do Mundo de 1998.”
Deve ser lido:
SCHMITZ FILHO, A. G. Jornalismo Esportivo na Copa de 1998: Uma tentativa de análise crítica das críticas. 1999. 160 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação)-Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1999.
Tema: Outros Temas.
Área do conhecimento: Comunicação.
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Região: Sudeste.
Resumo:Observando as várias apreciações e análises realizadas pelo jornalismo esportivo, referentes a jogadores e técnicos de futebol, notou-se um procedimento diferenciado em relação às críticas que os mesmos sofriam. Na maioria das vezes, técnicos e jogadores recebiam uma denominação que intencionou interpretar o seu comportamento técnico – tático. Sendo assim, a investigação concentra seu principal enfoque na apresentação das principais críticas jornalísticas feitas a jogadores e técnico da seleção brasileira durante a Copa Ouro e a Copa do Mundo de 1998.
Descritos esses episódios, foi possível fazer uma análise dos aspectos que os fundamentaram, ou das questões que fundamentaram a crítica jornalística esportiva em curso. A exemplo, citam-se os episódios do corte do jogador Romário, a apreciação do árbitro no jogo entre Brasil e Noruega, as avaliações feitas do desempenho do jogador Bebeto durante a Copa, as apreciações dos adversários do Brasil, a interpretação das idéias do técnico brasileiro através das substituições realizadas nos jogos, o caso Ronaldinho e a derrota para a França, entre outros. Desta forma, foi possível relacionar as apreciações jornalísticas provenientes da descrição dos episódios com questões de entendimento técnico – tático, e valores e princípios que norteiam a atividade jornalística. Concluiu-se que as notícias e os comentários, na maioria dos casos descritos, não possuíam uma boa explicação, uma boa fundamentação de natureza tática. Predominantemente caracterizaram-se por serem de natureza pontual, ou seja, abrangiam na sua grande maioria aspectos isolados. Não foi possível perceber uma análise tática do jogo bem explicitada e fundamentada, foram sempre colocações que surgiam isoladamente conforme a posição do comentarista ou analista. Isso caracterizou uma ausência de fundamentação maior das críticas a jogadores e ao técnico. Sob o ponto de vista dos princípios do jornalismo, verificou-se uma regularidade de erros importantíssimos na elaboração e realização destas críticas, ou seja, em muitos casos o jornalista se apresentou como um torcedor ou como se estivesse assumindo a função de treinador. Notou-se, portanto, em relação às apreciações técnico – táticas dentro do jornalismo esportivo, um comportamento não compatível com os princípios da profissão e a conseqüente possibilidade de falsificação dos fatos.
Agradecemos ao professor Antonio Guilherme Schmitz Filho por nos informar sobre o equívoco e nos desculpamos com todos. Vale lembrar que as informações do levantamento referente a teses e dissertações foram retiradas do banco de teses da CAPES, onde o erro aparentemente também foi corrigido, o que no período em que realizamos o levantamento, ainda não havia sido feito.
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Futebol e homofobia por Érika Pretes
23 07 2009Na quinta-feira, 16 de julho, o Mineirão foi palco de mais um vergonhoso caso de homofobia no futebol brasileiro. Com a entrada em campo do jogador do São Paulo Richarlyson a torcida do Atlético MG passou a chamar o jogador de ‘bicha’ em todos os lances ou faltas em que ele se envolvia.
Fiz uma pesquisa na internet sobre o acontecimento e não encontrei nenhum artigo em sites especializados em futebol, nada foi publicado sobre o acontecimento. Como bem disse no twitter o professor Túlio Vianna:
RT @tuliovianna A mídia esportiva no Brasil rejeita o racismo, tolera a homofobia e incentiva a xenofobia.
Quando o lateral do Cruzeiro Elicarlos acusou o atacante Maxi López de racismo durante a partida da semifinal da Taça da Libertadores da América a mídia esportiva logo repudiou a atitude racista do jogador Gremista. Entretanto, preferiu se omitir em relação a agressão homofóbica sofrida pelo jogador Richarlyson.
Não é primeira vez que o jogador é alvo de agressões homofóbicas por parte de torcidas. Torcedores santistas colocaram na arquibancada do estádio da Vila Belmiro, no dia 01/06/09, duas faixas homofóbicas em referência ao jogador Richarlyson e aos torcedores do São Paulo.
“Sampaulinos , o Ricky não é gay, ele faz tipo para agradar vocês”
“Vamos São Paulo, vamos São Paulo, vamos São Paulo, vamos passar batom”
Ao contrário do racismo, a homofobia ainda não constitui crime, no Brasil. Atualmente está em tramitação no congresso um projeto de lei (PLC 122/2006) que pretende criminalizar a homofobia, definindo os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.
O texto acima é de autoria de Érika Pretes.
Você pode participar do abaixo-assinado a favor da PLC 122/2006 clicando aqui.
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Tags: futebol, homofobia, racismo
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Por que preocupar-se justamente com o local onde os torcedores se sentem mais seguros: dentro do Mineirão?
1 07 2009Por meio de um termo de ajustamento de conduta, o Ministério Público Estadual de Minas Gerais determinou que, de agora em diante, nos jogos no Estádio Governador Magalhães Pinto entre os dois gigantes mineiros, os torcedores do time “visitante” terão direito a apenas 10% dos ingressos.
Confinar a torcida do time “visitante” em apenas 10% dos assentos do estádio é no mínimo precipitado. A questão da violência no futebol é muito mais complexa e não é com uma medida simplória como essa que as coisas se resolverão. Quando se fala de futebol e violência no Brasil, coloca-se este esporte como se fosse ele o gerador da violência, quando na realidade não passa de apenas mais uma esfera da sociedade onde a violência cotidiana se expressa. Outro ponto importante a se destacar é que o tal termo de ajustamento de conduta que limita os ingressos para o time “visitante” preocupa-se prioritariamente com a segurança dos torcedores dentro do estádio.No entanto, as manchetes de jornais nos últimos anos raramente trazem notícias de brigas entre cruzeirenses e atleticanos dentro do Mineirão; a maior parte das confusões ocorre de fato fora dele, muitas vezes a quilômetros de distância.Pesquisas conduzidas pelo Grupo de Estudos sobre Futebol e Torcidas (GEFuT), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com torcedores freqüentadores do Mineirão nos anos de 2006 e de 2007 mostraram que a sensação de segurança que eles têm dentro do estádio é muito grande e que o momento de maior insegurança para eles na realidade é a saída do jogo, nas imediações do Mineirão e nas vias de acesso ao estádio. Por que preocupar-se justamente com o local onde os torcedores se sentem mais seguros: dentro do Mineirão? Não seria essa uma forma de camuflar os reais problemas que contribuem para a violência no futebol?
Qual é a mensagem que estão passando com essa medida? Ao invés de tentarmos aprender a lidar com as diferenças e coexistirmos, o melhor é “exterminar” o outro, eliminar o diferente, não ter que conviver com ele? Como uma cidade que pretende ser a sede de abertura da Copa do Mundo daqui a cinco anos pode dar um exemplo de intolerância tão absurdo? A Copa do Mundo que transmite (ou tenta transmitir) a imagem de povos unidos e em harmonia terá seu pontapé inicial em um estádio que não consegue sequer comportar torcidas de dois times ao mesmo tempo?
O investimento a ser feito é na educação dos torcedores e não em ações coercitivas que acabam por afastá-lo daquilo que lhe é muito caro, estar ao lado do seu time. Quais escolas já levaram seus alunos a refletirem em suas aulas a questão do torcer? Quais os esclarecimentos são dados ao torcedor sobre seus direitos e deveres? Quando os torcedores serão ouvidos para saberem aquilo que desejam e propõem para o futebol?
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Tags: atlético, cruzeiro, futebol, lazer, manifesto, mineirão, petição, torcedores, Torcidas
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GEFuT no FOPEF
24 06 2009O GEFuT será o grupo convidado do FOPEF- Fórum Permanente de Educação Física – que se realiza mensalmente na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), do dia 02 de junho de 2009. O FOPEF abordará o tema “Futebol e Torcidas” e contará com apresentação de alguns dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos no grupo:
- O TORCER COMO POSSIBILIDADE DE LAZER: A ESCOLA COMO UM DOS ESPAÇOS DE EDUCAÇÃO PARA O LAZER.
- LEVANTAMENTO E ANÁLISE DAS TORCIDAS ORGANIZADAS DE MINAS GERAIS
- MULHERES TORCEDORAS DE FUTEBOL: AUTONOMIA OU DEPENDÊNCIA
- EDUCAÇÃO PARA/PELO FUTEBOL ENQUANTO UMA MANIFESTAÇÃO DO LAZER: O TORCER EM BELO HORIZONTE.
- LEVANTAMENTO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA ACERCA DO FUTEBOL NAS CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS.
- A INVENÇÃO DO TORCER NA CIDADE ‘MODERNA’:DA ASSISTÊNCIA AO PERTENCIMENTO CLUBÍSTICO
- O “PAÍS DO FUTEBOL”: REFLEXÕES ACERCA DE LAZER E DE CAMPO ESPORTIVO ATRAVÉS DO FUTEBOL VIRTUAL
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GEFuT Recomenda Planeta Minas
2 06 2009Confira hoje o primeiro da série de dois programas Planeta Minas que tratará do tema “Torcidas” exibido pela Rede Minas e terá a participação do professor Dr. Silvio Ricardo da Silva.

Gravação do Planeta Minas
- Terça (02/06) às 21h40
Torcedores
Desde o inicio da história do futebol, os torcedores são o alvo para o qual o espetáculo é dirigido. Passaram de simples expectadores para agentes, autônomos em relação aos times. A eles pertencem não só os símbolos, mas também as cores que caracterizam os clubes. Essa identidade se funde com a própria agremiação a ponto deles se auto-referirem como integrantes de uma torcida e não simplesmente torcedores de um time.
No planeta minas desta semana você vai conhecer um pouco do universo dos torcedores. Uma paixão que une famílias, amigos, casais. Uma paixão que não mede esforços e que pode se tornar incontrolável. Uma vida de sabores e dissabores, em que o amor ao time do coração dá o tom ao significado da palavra torcer.
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Tags: gefut, planeta minas, Torcidas
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GEFuT recomenda: “Pacote contra violência no futebol: vigiar e punir apenas?”
23 05 2009A violência é assunto sempre em voga nos noticiários. Nos últimos anos, os desentendimentos entre torcedores de futebol tem ganhado destaque nas discussões acerca da violência social e providências estão sendo pensadas e tomadas sobre esta questão por órgãos institucionais brasileiros. Vale ressaltar a necessidade de se conhecer bem e refletir sobre estas iniciativas.
Neste sentido, o GEFuT recomenda a reportagem Pacote contra a violência no futebol: vigiar e punir apenas? (clique aqui) do jornalista Renato Godoy de Toledo.
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Sobre gols, (des)controles e comemorações
30 04 2009Certamente o leitor já jogou uma pelada ou uma partida de futebol na escola ou bateu uma bola na rua. E certamente, por mais perna de pau que seja, já sentiu a emoção de marcar um gol decisivo para seu time. Mesmo chutando uma bola de meia, mesmo em um campo de terra esburacado, mesmo acertando uma baliza torta e sem travessão, mesmo sem ninguém assistindo… Se você forçar a memória, vai se lembrar da emoção do gol feito com seus próprios pés. Ou com a canela, ou com a barriga, ou com a cabeça, mas, ora bolas!, um gol seu.
Crônica do nosso amigo Marcos de Abreu Melo, completa aqui para download.
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GEFuT convida: Prof. Dra. Maria Aparecida Moura
29 04 2009No dia 15 de maio, a professora Dra. Maria Aparecida Moura será a convidada do “GEFuT Convida” que tratará do tema “Análise de redes sociais”. O evento acontecerá em parceria com o “PET – Educação Física e Lazer”, na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional.
A professora Maria Aparecida possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1993), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (1996), doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2002) e Pós-doutorado em Semiótica Cognitiva e Novas Mídias pela Maison de Sciences de l’ Homme(2006-2007). É professora adjunta IV da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente é a coordenadora do Programa de Pós -Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais. Integra a equipe Multidisciplinar do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Web sediado na UFMG. Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em tecnologias da informação, atuando principalmente nos seguintes temas: informação, tratamento da informação, semiótica, novas tecnologias da informação e da comunicação.
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GEFuT recomenda : Planeta Minas
29 04 2009O GEFuT recomenda o programa Planeta Minas que será apresentado nos dias 02 e 09 de junho pela Rede Minas e discutirá o tema paixão no futebol e torcidas organizadas. Além do tema pertinente, o programa contará com a participação do coordenador do GEFuT, o professor Dr. Silvio Ricardo da Silva.
O Planeta Minas é um programa que exibe reportagens que revelam o universo de Minas Gerais. Vai ao ar pela Rede Minas todas as terças-feiras às 21:40h e é reapresentado às sextas (às 13:30h ) e aos sábados (às 18:30h).
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